Creio que devo relatar um fato ocorrido no final do ano 2000, na cidade de Fortaleza CE.
Nessa época morei durante seis meses nesta cidade.
Saí de Campinas para me afastar do mundo que havia criado, acreditando em uma possível fuga. Saí para não cometer um crime premeditado, para deixar pra trás lembranças infelizes e escrever uma nova história. Uma tentativa de mudança de vida que me possibilitou uma grande experiência. Uma experiência muito boa.
Como eu pretendia, passei os primeiros três meses refletindo sobre o que eu havia feito até então, fui à praia algumas vezes, sempre estava no North Shopping (principalmente para ficar sob o ar-condicionado!), fui a bares, botecos, enfim, fiz tudo aquilo que achava que deveria fazer. Bebi muita cerveja (quase que diariamente)... Trabalhei como desenhista Cadista, vendedor da Enciclopédia Barsa...
Porém, chegou um momento em que eu senti falta de dar um sentido mais profundo para a viagem, caso contrário seria um desperdício de tempo e dinheiro somente.
Foi quando comecei a me lembrar das casas espíritas que havia frequentado... A sensação de profunda paz que me invadia nas preleções, na vez em que fui numa casa e, tarde da noite, um médium incorporou um espírito com uma mensagem linda!
A casa era muito bonita, retirada da cidade, um lugar muito calmo e quieto...
Assim, decidi procurar uma casa espírita, de preferência kardecista, que fosse pequena e simples.
Foi com essas intenções que um dia, não me recordo como, uma portinha me chamou atenção. Vi pessoas entrando por ela. Eu acabara de achar a casa que queria!
Informei-me quando tinha preleção e compareci no dia do trabalho seguinte.
Entrei pela primeira vez na casa, fui recepcionado por uma de suas trabalhadoras que por sua vez foi muito calorosa comigo. Simpatizei na hora com ela e foi recíproco. Perguntou de onde eu era, disse que era de Campinas, São Paulo, e ela me disse que era de Piracicaba! Tínhamos algo em comum: vínhamos de longe, não éramos de lá. Depois de algum tempo conversando perguntou se eu gostaria de trabalhar na casa! No que prontamente disse sim. Mas o que eu faria? Pensei comigo. E ela me explicou: pra cada pessoa que for entrar na casa você dará uma mensagem (um folheto impresso) cumprimentando com um "Boa noite, seja bem-vindo", procurando recepcionar da melhor forma possível quem ali entrasse.
Mais tarde fui saber que eu era um mensageiro. Minha função era entregar mensagem!
Ah! O nome da casa: SEJE - SOCIEDADE ESPÍRITA JOÃO EVANGELISTA.
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