Um dia antes, era um domingo a tarde, fui convidado para participar de uma reunião de preparativo final, antes de se iniciar o trabalho.
Pois bem. Fui digerindo a ideia do que seria de tão importante que precisem fazer uma reunião no dia anterior ao trabalho entre outras questões.
Cheguei 15 minutos mais cedo como é de costume nas construção que foi-me apresentada como Federação Espírita de Fortaleza. Fui ficando e esperando chegar gente, bastante gente... Quando alguém convidou-nos a entrar, passei por uma porta e me deparei com um salão...
Entrando no salão, grande, poderia chamar de auditório com seu palco, muitas cadeiras. Dava pra colocar bastante gente no local. Calculo por volta de uns 300 ouvintes. Enfim, pediram-nos que afastassem as cadeiras e que fizéssemos um círculo com as restantes... Um círculo grande com talvez umas 100 pessoas!
Foi chegando mais gente, eu me acomodei em uma cadeira, os outros foram se acomodando nas demais e o círculo foi sendo completado. Creio que não sobrou lugar e até tiveram que colocar mais algumas cadeiras para os que chegaram em cima do horário...
A reunião teve início, várias pessoas tomaram a palavra dizendo coisas sobre o trabalho, estatísticas, preocupações... E ela foi se estendendo.
Eu, intimamente me perguntava o que estaria fazendo ali? Eu só queria aproveitar a oportunidade pra distribuir algumas mensagens, preencher um tempo que eu tinha de sobra enfim, minha dúvida era: que horas a reunião iria acabar??
Foi quando fomos convocados para a prece final. Todos os participantes levantaram-se, deram as mãos formando a maior corrente que eu tivesse visto até então e mesmo hoje, em minhas indas e vindas, ainda não vi.
Foi feita a prece final por um dirigente e antes do término, foi pedido para que todos continuassem com as mãos dadas e em silêncio por mais alguns instantes... Silêncio. Dava pra escutar a respiração dos vizinhos de cada lado...
Uma voz rouca, no início fraquinha, distante: agradeceu, falou de amor, evocou Deus, falou de amor, falou sobre pétalas de rosas caindo sobre nós enquadro estivéssemos no trabalho, falou daqueles que seriam beneficiados pelo trabalho... Falou com tanto amor que eu juro que eu pensei que fosse o próprio Jesus Cristo quem estava falando, mas não, claro que não era! Certamente alguém muito evoluído, nunca estive na presença de tão diferenciada vibração.
Conforme suas palavras, cada sílaba pronunciada, cada letra... Pareciam estarem no momento e no lugar certo onde estavam! E todas juntas produziam uma vibração em todas as fibras do meu corpo!
Percebi o vizinho da direita chorar, chorar convulsivamente, assim como quando o tronco balança teorias vezes quando se coisa de verdade.o vizinho da esquerda começou a chacoalhar também... Eu comecei a chorar também. Lágrimas rolaram e lavaram meu rosto. Não tinha como enxugar! Minhas mãos estavam ocupadas segurando as mãos dos meus vizinhos... E ele não parava de falar e quanto mais ele falava mais eu chorava, todos choravam!
Foi isso o que percebi quando terminou, abri meus olhos e praticamente todos estavam de alguma forma enxugando seus respectivos rostos, tentando disfarçar olhando o infinito... Eu era um deles.
O mais interessante: a entidade entrou, falou, comoveu, agradeceu, rodou a Deus proteção, foi embora e não disse o nome! Quem era?? Não falou uma vírgula sobre si. Foi embora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário